Um mapa de navegação pelas águas turvas da alma


sinopse
Seja bem-vindo a este guia de navegação pela psique humana. A Maré que Me Arrasta, não é um conjunto estático de versos, mas uma viagem solitária e sem porto seguro.
Aqui, a escrita abandona o mero exercício estético para se transformar em um mergulho visceral no vazio.
Mimetizando a arritmia de um coração que sangra e a desordem de uma mente que encharca o papel com suas marés, a obra assume uma estrutura deliberadamente frágil e sem simetria. É um convite para instrumentalizar a vulnerabilidade como única ferramenta de resgate: é preciso aceitar o isolamento absoluto e afogar-se na própria fragilidade para que a maré, em seu refluxo, finalmente traga o alívio e a métrica da sobrevivência.
Para sair do lugar, você deve primeiro aceitar que está perdido
ARQUITETURA DA JORNADA
I. À DERIVA NA SOLIDÃO
O eu-lírico atua como um náufrago que observa o movimento do mundo, habitando símbolos como a Ilha (a inércia) e o Farol (a tragédia do guia que orienta os outros, mas jamais navega)
II. MERGULHANDO NO IRREAL
Quando a realidade machuca, a fantasia e a mentira servem como anestesia. Constrói-se a utopia de um encontro que só existe nos rascunhos imperfeitos de uma mente que se recusa a aceitar a ausência
III. AFOGANDO-ME EM ESPERANÇA
Aqui, a esperança não é um bote salva-vidas, mas uma âncora pesada e morta. O conflito central habita o medo da concretização e a preferência pela segurança da distância
VI. RESPIRANDO RECOMEÇOS
A tentativa de cura através de uma compaixão brutal consigo mesmo. O nascimento da metáfora do Poço: a necessidade de mergulhar na escuridão total para que o pânico ceda lugar à calma e encontre a saída
V. ENQUANTO NADO SEM DESTINO
O fechamento da jornada não traz a chegada a um porto firme, mas a maturidade de permanecer em movimento dentro de uma redoma de vidro, mantendo o remo ativo mesmo quando o horizonte é uma neblina
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Formato: Livro Físico 14x21cm
Gênero: Poesia / Literatura Brasileira
Páginas: 56 páginas
Editora: Mondru