
Um atlas íntimo sobre o que sobra quando a chuva cessa
sinopse
Há mapas que não desenham fronteiras, mas cicatrizes. Em Geografia da Falta, Luan Barbosa convida o leitor a percorrer um território onde a aridez não é apenas clima, mas um estado de espírito.
Construído como uma narrativa em versos, o livro opera uma cartografia íntima que vai da estiagem à enxurrada. Não se trata do Sertão como uma paisagem estática, mas como uma metáfora viva da condição humana. Com uma voz que amadurece entre a ironia e a melancolia, os poemas são feitos de terra batida, silêncios herdados e da violência súbita das águas que, quando chegam, não pedem licença.
Este não é um livro para ser lido em segurança. É um convite para habitar o desconforto, reconhecer a própria sede e descobrir que, no fundo da falta, também brota a vida
O MAPA
Geografia da Falta é uma jornada de quatro etapas
I. O CORPO COMO
TERRITÓRIO
A pele como primeira fronteira. O afeto e a ausência tratados como fenômenos físicos, onde o amor ausente lateja como um membro amputado
II. A SECA DOS HOMENS
III. TERRA ESTÉRIL
O abismo familiar e a incomunicabilidade. O pavor intrínseco de repetir os silêncios herdados e a dura tarefa de sobreviver a paisagens áridas dentro de casa
A automação da vida moderna. O trabalho que consome a alma, a espera suspensa e a reza descrita como o ato de mandar cartas para uma casa demolida
VI. DEPOIS DA ENXURRADA
A força bruta que arrasta a ordem, transforma o pó em lama e permite que, do terreno mais estéril, nasça a palavra
o amor é um membro amputado, algo que um dia me moveu, parte do meu corpo, e agora vive no vulto da lembrança. mesmo ausente, ele lateja, coça, dói
não tento mais ficar de pé. a falha não é erro, é movimento. aprendo a cair e, no chão, viro paisagem
Tenho plantado no que falta. Nem sempre nasce. Às vezes, apenas fica. Não é cura. Não é luz. É só um começo tentando
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Formato: Livro Físico 14x19cm
Gênero: Poesia / Literatura Brasileira
Páginas: 92 páginas
Editora: Urutau